11 de abril de 2011

TALHADA NO GRANITO



I

Sobre
O papel
Lançar o eco

De velhas ternuras
E sombras ao redor

Lírica de abismo
Talhada no granito

Viver entre paisagens
Distingui-las, olhar

O fio de âmbar que desce
Pelo lado da montanha

E tem a cor dos olhos
Da primeira namorada

E tem o tom da pele de
Outra, meio esquecida
                       
Gota da fonte perdida
No rochedo da memória

II

Susto de estar, alvo fixo
Preso na armadilha

Longe de qualquer
Abrigo confortável

Consolo: de
Manhã, acordar

Sem sangue nas mãos
Sentindo-se viável

(Viável quer dizer
 Capturado)

A muitas milhas
De onde sequer
Imaginou


Manoel Olavo

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