25 de janeiro de 2017

ESPELHO



Na cidade
No tumulto

O que me falta
É um espelho

Ver, dentro
Dele, o outro

Não este opaco
Olho de túmulo


Manoel Olavo

10 de janeiro de 2017

CALMARIA



Sem ti eu trovejei
Por noites de cristal
Fiz bobagem à beça
Tomei veneno
Cortei os pulsos
Dei trabalho aos amigos
Perdi até as calças
Quis viver em claustros
Eliminar instintos
- O coração plantado sob a terra –

Bem feito, coração!
Quem mandou?

Agora, esse Oceano Pacífico
Essa calmaria
Esse tom de mar
E nostalgia

Onde? Em seu olhar, é claro...

Em seu olhar
Elemental como uma fada
Como um artefato um alaúde
Que fica além além
Da breve bruma
Que tal brisa leve

Manoel Olavo

UM POEMA DE AMOR

São bocas e olhos e auras e gotas E pernas entrelaçadas Fluente transbordante Minha alma brilha Nesta nova cor que vem da tua ...