10 de janeiro de 2017

CALMARIA



Sem ti eu trovejei
Por noites de cristal
Fiz bobagem à beça
Tomei veneno
Cortei os pulsos
Dei trabalho aos amigos
Perdi até as calças
Quis viver em claustros
Eliminar instintos
- O coração plantado sob a terra –

Bem feito, coração!
Quem mandou?

Agora, esse Oceano Pacífico
Essa calmaria
Esse tom de mar
E nostalgia

Onde? Em seu olhar, é claro...

Em seu olhar
Elemental como uma fada
Como um artefato um alaúde
Que fica além além
Da breve bruma
Que tal brisa leve

Manoel Olavo

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.

UM POEMA DE AMOR

São bocas e olhos e auras e gotas E pernas entrelaçadas Fluente transbordante Minha alma brilha Nesta nova cor que vem da tua ...