9 de dezembro de 2010

NÃO SOU, HELENA, UM LEGÍTIMO PASTOR

Eu não sou, Helena, um legítimo pastor
De tanger ovelhas e enfrentar tempestades.

É teu esse pastoreio e a beleza amena
De dares relva a um rebanho dependente.

Eu cá vivo, Helena, numa cidade imensa
E fiz minha Arcádia com mitos e palavras.

Porém sei que és real e tens o dom das musas.
A queda no abismo. O coro da vida. A fúria.

Pastora, és sangue derramado sobre a flor.
Eu faço minha parte, amando-te em silêncio.

Manoel Olavo

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