15 de dezembro de 2009

NA RUA


Seus olhos ainda tentam resistir. Imaginam respostas. Bóiam divididos entre o tempo e a espera. Buscam encontrar o coração das coisas, alguma densidade, antes que tudo vire alimento para os bichos. Seus olhos, que não são dali, observam. Inspecionam. Seguem sem paz por esta rua úmida, onde se exibem os restos de uma civilização à venda.

Manoel Olavo

Nenhum comentário:

Postar um comentário

POEMA DO RAIO DE LUZ

Um poema Feito de feixes De raio de luz No vidro encantado Única Maneira de ver A paixão silenciosa Atrás do segredo dela Pele Pe...