13 de dezembro de 2009

ARQUITETO DE SÓIS


Quando criança, eu fechava os olhos e os apertava


Deitado no chão, a face voltada para o sol


E via explosões de cor, formas inesperadas


Palhetas de lilás, azul, vermelho, verde e cinza


Ondas de laranja e breu se espalhando, bolas


De lava e cal, cumulus, nimbus, muscas volantis.


Nada era igual a nada. Tudo se transformava


Mediante a força que meus dedos exerciam.


Quem me visse ali deitado, apertando os olhos


Jamais iria supor que eu fosse, ao invés de gente


Um arquiteto, um imperador de sóis


Um Deus num berçário de estrelas recém-nascidas.


Manoel Olavo

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