2 de maio de 2010

JANELA DO AR




Janela do ar
Recinto fechado

O dia é a tela
Seu retrato é luz

Matriz que floresce
No chão sideral

Vinda de outro céu
Além do visível

Mantém-se um minuto
Claridade em mim

Sou fruto do sonho
De uma vida alheia

De um sopro distante
No escuro da noite

Aguardo o desfecho
Entre o sol e o caos


Manoel Olavo

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