31 de março de 2011

AMOR

No meio do caminho da sua vida
Ele vinha só e as lágrimas caíam

Não era a solidão comum das árvores
Mas a solidão do aço rasgando a carne

Ladeado o rio, transposto o vale
Ele sonhou haver amor total

Amor, lampejo do absoluto
Centro do ser, eterna fonte

(Se quebrou, amor não era
Se partiu, amor não parte)

Amor feito gás e lava de dentro da terra
Criando montes onde nada havia

Amor que chega e se prontifica
E não precisa explicar precárias faltas.

Manoel Olavo

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