24 de janeiro de 2010

DOMINGO ENTRE A MONTANHA E O PORTO

Passo o domingo entre a montanha e o porto.

Os filhos vieram, a mesa foi posta,

A tarde nos rodeia num abraço.

(não há paixão, acabou a margarina, mas nada é perfeito).

Cozi memórias, reencontrei pedaços,

Peças preciosas que faltavam,

E posso estar a sós comigo.

Então, uma tranquilidade realista, inabitual,

Quase íntima, vem pra junto de mim

E eu vou com ela.

Ah, as emoções simples da vida...

Há um lado melancólico em mim,

Que fere, resiste a essa mudança...

Quem é que se senta nesta sala,

Aparentando calma, senão eu,

A minha elidida conseqüência?

Que fiz eu da minha vida? Hoje não importa:

Importa estar a sós, e poder estar aqui, comigo,

Nesse domingo entre a montanha e o porto.



Manoel Olavo

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