30 de julho de 2014

DORME AMADA



Dorme, amada
É cedo ainda
Seus olhos devem repousar

Meus olhos semicerrados vêem
A luz se derramando na sua pele

Dorme, amada
Pois zombamos
De que algo nos desfaça

Pensos no céu
Aves azuis, nós dois
(um único ser
 indiviso e ímpar)
Rodamos e seguimos juntos
Dentro da manhã que rompe a treva

Manoel Olavo


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