22 de julho de 2014

NUM DIA DE OUTONO


Todos os dias de outono parecem iguais
Com seu friozinho agradável, árvores despidas e o céu azul
                                                                       [de poucas nuvens
Todas as noites de outono parecem iguais
Com suas bátegas passageiras e o silêncio da escuridão profunda

Nos dias claros de outono a cidade fica engalanada de folhas mortas
E a limpeza urbana deixa muito a desejar

Nos dias tristes de outono a natureza continua o seu intento
E eu me sinto igual à circundante natureza morta

Nos dias turvos de outono a duração das coisas é lenta
Bem mais do que parece possível suportar

Nos dias de outono os batimentos descompassados do coração
Parecem ensaiar um novo começo de tudo

Num dia de outono, seco e claro, igual a tantos outros,
Eu pude enfim me libertar da aspereza de um amor que inexistia


Manoel Olavo

Nenhum comentário:

Postar um comentário

MARAVILHAS

Antes de morrer Rejuvenesça! Inato, ligeiro Seja sempre seu O primeiro sonho O último grito O imprevisto fato. A capa de cristal Par...