16 de outubro de 2012

HOUVE AMOR


Houve amor, ela não quis
Sou eu que admito a derrota
Amar é isso, a mais alta resignação
A um dia como este, segue-se a noite

Fale-me de amor
Refém do vazio
Retrato, antevéspera duma execução
Fujo de hipóteses ou parcelas de culpa
Eu a vejo nua, óbulo sedento
- A memória engana –
Virá um crepúsculo carmim cobrindo tudo
E a escuridão
É só o que sabemos

Vida, vida
Eu te quero inteira
Teu lugar é aqui, não nas alturas
Ouve o silêncio dos presságios
Buscando amor na cena de outra vida

Manoel Olavo

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