27 de abril de 2012

TODO ESSE SILÊNCIO


Todo esse silêncio guardado em mim
Borbulha sob a crosta e, dentro, esmaga
Cada ponto sólido da rocha.
Todo esse silêncio guardado em mim
Agita-se e revira minha alma.
Todo esse silêncio solapa a calma
Aparente do quartzo que desmancha
No magma. Fornalha de sol, muda
A ordem natural com sua obra.
Pedra que desaba e sangra na boca.
Fogo que lambe e prefigura a lava.
Palavra conhecendo a erupção.


Manoel Olavo

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