24 de agosto de 2011

TEMPORAL


Nesse temporal
Teu nome é diagrama.

É um pó de letras
Na inundação.

Eu não vou dizê-lo.
Não quero trazer

Teu nome secreto
De volta entre os escombros.

Mas são partículas
Rimas sílabas fonemas

Cercando o cais destroçado
Num naufrágio de avessos.

A água (se um dia evaporar-se)
Deixará teu nome mineral

Em insolentes camadas;
Finalmente, como pedra.


Manoel Olavo

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