14 de agosto de 2012

FLECHA




Não digam que há escolha
Entre morrer e se petrificar

Já não me basta saber
Da espantosa solidão

De mares que não
Estão na cartografia

Tudo o que fui e serei
Permanece ignorado

Só me resta caminhar
Sobre os escombros

Dançar a beira do abismo
Ultrapassar as alturas

Proibidas; assim posso
Levar meu grito ao vento

Gravar palavras
Num livro desconhecido

Sonhar ser senhor
Da minha criatura

Limite de toda poesia
Flecha na minha carne


Manoel Olavo

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