24 de outubro de 2011

LÍRICA



Sobre o papel
Lançar o eco

De velhas ternuras
E sombras ao redor

Lírica do abismo
Talhada em granito

Viver entre paisagens
Conhecê-las, recolher

O fio de âmbar que
Escorre pela pedra

E é da cor dos olhos
Da primeira namorada

E tem o tom da pele
De outra, já esquecida
                       
Gota da fonte perdida
No rochedo da memória

Manoel Olavo

Um comentário:

  1. pedras de lembranças são sempre diamantes, uns brutos, outros lapidados como este teu poema!

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