9 de novembro de 2011

MUSA

Ó musa, afinal, chegaste
Não sei se concebida ou espontânea
Mostrando a paixão das coisas nomeadas

Nem boa nem má, trouxeste
A face e os substantivos fartos
Silhueta desigual de aço e arestas

Musa, quando chegaste
Contigo havia muita gente morta
A sintaxe universal dos encantos
Ainda não se dera
E eu, de tão aflito,
Fiz promessas vãs

Hoje pouco te peço
Só quero estar a sós contigo
Tocar-te a pele branda
Sentir amor e frases
Como as concebo

De teu olhar, além
Um novo começo

Manoel Olavo

Nenhum comentário:

Postar um comentário

MARAVILHAS

Antes de morrer Rejuvenesça! Inato, ligeiro Seja sempre seu O primeiro sonho O último grito O imprevisto fato. A capa de cristal Par...