13 de dezembro de 2011

AS COISAS


As coisas que eu vou dizer
Irão voltar, não importa
Como um antigo querer
De passagem, bate à porta

As coisas ditas por mim
São como espelhos: quebráveis
Esboços antes do fim
Começos intermináveis

As coisas que eu vou dizer
Noves fora o seu lamento
Ajudam-me a percorrer
A metáfora do tempo

As coisas ditas por mim
São altas ilhas remotas
De mares que contravim
Num barco de velas rotas

As coisas que eu vou dizer
Nascem com força tamanha
Que fazem alvorecer
Na violência do drama

As coisas ditas por mim
Sumário de língua morta
Silenciaram enfim
- Palavras rondando a porta

Manoel Olavo

Um comentário:

  1. as coisas que dizes são de uma beleza poética incrível! Viajei nessa terceira estrofe...coisa mais linda Manoel!

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