A linda mulher
Percorre a aléia
Crivada de pedras
Em seu olhar
Ofício de lava
Fastio sensual
A mais bela
Figura viva
Ri-se ao voar
Não me iluda
Ó tela de sombras
É hora de acabar
De buscar aquela
Que ainda dança quando
Todos vão sonhar
Arranchada na aldeia
Cercada de árvores
A morte vencerá
Nada dirá
Despida e muda
Num mar de luz gelada
Magia de avistar
E beijar o selo de
Cetim em sua nuca
Manoel Olavo
9 de maio de 2010
2 de maio de 2010
JANELA DO AR
29 de abril de 2010
HOJE MENOR DO QUE ANTES
Eu te vi partir e acho que era tarde.
Esse tormento contido, essa secura
Esse sorriso falso e desviante
Essa falta de escrúpulos morais.
Nova luta entre razão e desejo.
É preciso encarar, depois perdê-la.
A torneira goteja, sua face
Escorre nos canos do apartamento.
Será todo esse horror libertação?
Penso: por que fomos feitos assim?
Por que desse jeito? Esse desespero,
Esse afã, esse dom de habitar sonhos?
Corpo, alma, luz, sombra e a sensação
De estar dentro de mim à revelia,
Como um pássaro preso na armadilha,
Como um felino que perdeu as garras.
Louco de amor, prisioneiro da lógica
Atado a um mapa de repetições
Não sei porquê insisto em me mostrar:
Estou aqui, hoje menor do que antes.
Manoel Olavo
Esse tormento contido, essa secura
Esse sorriso falso e desviante
Essa falta de escrúpulos morais.
Nova luta entre razão e desejo.
É preciso encarar, depois perdê-la.
A torneira goteja, sua face
Escorre nos canos do apartamento.
Será todo esse horror libertação?
Penso: por que fomos feitos assim?
Por que desse jeito? Esse desespero,
Esse afã, esse dom de habitar sonhos?
Corpo, alma, luz, sombra e a sensação
De estar dentro de mim à revelia,
Como um pássaro preso na armadilha,
Como um felino que perdeu as garras.
Louco de amor, prisioneiro da lógica
Atado a um mapa de repetições
Não sei porquê insisto em me mostrar:
Estou aqui, hoje menor do que antes.
Manoel Olavo
27 de abril de 2010
SONHO
Surreal, subtraída
A mente
Erra
Matéria flébil
Volúpia
Alada
O sonho conduz
Teu ser na
Brisa
Ao porto além
Do sonhador que
Vaga
Manoel Olavo
A mente
Erra
Matéria flébil
Volúpia
Alada
O sonho conduz
Teu ser na
Brisa
Ao porto além
Do sonhador que
Vaga
Manoel Olavo
24 de abril de 2010
TEU OLHAR

Como ter-te? Se prender-te
Impedir teu vôo livre
É ferir-te e não amar-te?
És como vento: tu partes.
Na verdade, acho que danças.
Solta no ar, bailarina
Vais por aqui, por ali
Entre o mar e o espelho d´água.
Não prender teu riso claro
Nem roubar teu sonho leve.
Deixar-te ir simplesmente.
Teu rosto está sempre adiante.
Chegas intensa e irreal
Como uma ninfa, uma ave.
Borboleta no ar, que
Sobrevoa, pousa e parte.
Nua em pelo, tu és linda
Como uma gazela dourada.
A um só tempo, cavaleira
E montaria. Tu és livre.
Teu olhar: um verde mar
Faiscando azuis e cinzas.
Teu olhar meio de lado.
Teu olhar, eternamente.
Manoel Olavo
23 de abril de 2010
POESIA

Espalha no papel
A angústia originária.
Constrói um mar de frases
Um arroio, uma tela
Onde a letra cintila
Em fogo brando até
O pensamento achar.
Poesia deve vir
Como libertação:
Verbo denso, maneira
De sonhar, de parar
O tempo e o deus da morte.
Poesia que escrevi
Imaginariamente
Sem culto ou irrisão.
Há mais na vastidão
Do que podes mostrar.
Manoel Olavo
20 de abril de 2010
UTI POSSIDETIS

Nós dois
Seremos mar
Além das gôndolas
Nadamos por vergéis
Baías claras e marés-cheias
Risco no céu
Mar que rodopia
Dois corcéis n´água
Um toque a
Sua pele reluz
Olhar que destila
Incrédulas sereias
Emoção de náufrago
Diante do oceano
O amor à solta
Nós dois
Cobertos de mar
Engolfando espumas
O penhasco
Derruba corais
No fundo transparente
Nós dois
Seremos mar
Além das gôndolas
Manoel Olavo
Assinar:
Postagens (Atom)
VENTO ELÍSIO
Lento e minucioso meu sopro caminha Por seu corpo nu pele branca à mostra. Eu, Elísio, vento soprando na fresta Inspeciono cada ponto oculto...
-
Lento e minucioso meu sopro caminha Por seu corpo nu pele branca à mostra. Eu, Elísio, vento soprando na fresta Inspeciono cada ponto oculto...
-
Onde estás Meu encoberto jardim Minha paixão meu ardil Meu remanso de noites ocultas? Não vi que estavas do meu lado Até teu nom...
-
Poucos poderiam saber O que nos reserva O fim deste labirinto: Um alento, um missal de Gestos, uma estrela suspensa? Ou uma impressão d...
